Isso de ler e escrever
é por amor ao estudo.
Marx e a vida são breves!
Pode-se querer tudo
desde que seja leve.
Seja Breve (Rubens Rodrigues Torres Filho)
Gosto de escrever. Mais do que isto. Preciso escrever.
Como professor e historiador, tenho a escrita como um instrumento essencial de trabalho. Passo o dia entre meus livros, lendo, rabiscando, grifando. E agora, preparando o Memorial de Qualificação, dou início ao longo processo da escrita acadêmica. Experimentei isto em 2006, com o Mestrado. Foi difícil.
Escrever também faz parte do meu trabalho de docente universitário. Tenho o hábito de redigir minhas aulas, articulando uma espécie de fichamento do texto trabalhado com outras informações. Não consigo fazer isto para todas as aulas, mas tento. Sei que penso melhor – muito melhor – escrevendo.
A questão é a seguinte: preciso escrever para sobreviver. Além das atividades profissionais que me levam ao ato da escrita, e em conseqüência, às relações materiais que construo com ela (como o meu minguado salário), preciso escrever para lidar com minhas gigantescas limitações. A complexidade do mundo, meus medos, alegrias e destemperos são mais bem deglutidos quando escrevo ou leio sobre eles. Esta é a relação, bem simples.
Já em Janeiro 2010 se anunciou um ano duro, difícil e pesado (ao menos pra mim). Compreensível pensar assim, já que neste ano terei que lidar com a distância de minha companheira, com a escrita acadêmica e com a inevitável solidão. Ainda terei pela frente a Copa do Mundo, a Eleição, o Campeonato Brasileiro e muita saudade. Um ano movimentado pede a ajuda valiosa da escrita!
Há tempos ensaio retornar à blogosfera. Creio que este é o momento certo e necessário.
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